terça-feira, 10 de novembro de 2015

Até ao fim

O venerando Cavaco, sinistra assombração, apontou a si próprio a bússola da forca. Quis ser o nadador-salvífico da pátria, levando amarrada aos pés a mó bíblica dos lacaios da nossa oligarquia decadente. Só lhe resta um baraço ao pescoço.
Mas já praticou o último possível, no extenso rol dos crimes. Marcou as eleições para 4 de Outubro, podendo ser  em Setembro, ou em Agosto, ou em Julho, mesmo em Junho. Poupava à pátria, e a nós, esta agonia dum ano. Quer dizer que foi um criminoso até ao fim.