segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Cumeeiras da vida

O infante crescia-lhe enfezadito, a barriguita inchada. Só ele. Os outros cresciam à lei da natureza mas eram escorreitos.
O doutor fez-lhe o diagnóstico e apontou a solução. Aplicando correntes galvânicas salvava-lhe o garoto. Mas na vila só à noite havia corrente eléctrica. 
Lá vai esta mater dolorosa, ao lusco-fusco, a cavalo na marquesa, o cachopito nos braços, embrulhado no xaile. Quando volta é alta noite, está frio, mas ela vem contente.
O pai ficou em casa, de perna estendida e pés à lareira. De consciência tranquila, como os parvos.