segunda-feira, 4 de junho de 2012

Fabulário - 3

Chilreios mil cortejam a primavera.
Mas cai a noite e só
Um rouxinol se ouve.

Que nunca doa a cabeça...

... a quem nos ajuda a pensar!

Encore, muito a propósito

Floresce a giesta negral.
Mas evitam-na, as abelhas,
Salvo quando constipadas.

[Tradução livre de poeta japonês não identificado]

Com os melhores cumprimentos...


... remeto ao comité central esta prendinha.
Embrulhada como vai em papel costaneira, com uma boa camada de vaselina talvez lhe desencantem alguma utilidade.
É que merecem a lembrança singela, pelo esforço que fizeram em ajeitar-nos a cachaceira no cepo. Está agora a fazer um ano!

ADENDA: Três tiros cirúrgicos no barco dos piratas. Vai ver ali!

Ó p'ra eles, todos pimpões!

Os cangalheiros da pátria!

Lengalenga

[Muito antiga, mas justinha ao Relvas]

Vai-te, vai-te, nevoeiro
lá para a serra de Guilheiro
que lá está o teu companheiro
c'uma cadelinha cega!
- Quem a cegou?
- Foi o fogo que aqui passou!
- Que é do fogo?
- Anda nas moitas!
- Que é das moitas?
- Roeram-nas as cabras!
- Que é das cabras?
- Tão a dar leite!
- Que é do leite?
- Beberam-no as velhas!
- Que é das velhas?
- Tão a escramear lã!
- Que é da lã?
- Espalharam-na as pitas!
- Que é das pitas?
- Tão a pôr ovos!
- Que é dos ovos?
- Beberam-nos os colérgos!
- Que é dos colérgos?
- Tão a dizer missa p'ra mim
   e cagalhão p'ra ti!