quarta-feira, 13 de maio de 2015

E mais bocas

Sujitas, que é o mais certo e costumeiro!

Bocas

«A tarefa de escrever é muito solitária, cansativa e toma todo o tempo. Portanto, se uma pessoa se dedica apenas a escrever, acaba por enlouquecer.»
Alessandro Barico, autor, El Clarín
[in rev. LER 137]
Já me cá tinha parecido! Há escreventes por aí que ganhariam juízo se fossem mondar os alhos!

Consciência

«A coisa mais importante da minha vida foi a minha tomada de consciência.»
Isto foi o que Maria Lamas disse, após décadas de combate, em reunião popular depois de Abril ter chegado.
- Tirou-me as palavras da boca! - digo eu hoje, à distância a que estou e a recordo. - Ou fui eu que lhas tirei a ela?!

Frases

«Escrever é um forma de nos libertarmos da vergonha.»
[Karl Ove Knausgärd, in LER 137]
(Salvo se for uma forma de mergulharmos nela! - ouve-se também dizer.)

terça-feira, 12 de maio de 2015

O desacordo do Acordo

Por que razão a razão se me recusa a escrever uma frase com as grafias do novo AO?
Por que razão não me aceitam os olhos o corpo das palavras que o AO deformou? 
Por que razão sinto como traição as escrituras do outro que respeita o AO?
Se não houvesse AO, havia esta canção?
E para haver esta canção era preciso um AO?
Eu não sei. Sei que não escreverei.

Tás a morder?!

O desplante, a indignidade, a falta de vergonha e a impunidade desta seita não conhece limites. Como é que o povo comum há-de responder a isto?! A esta descrença, a este desamparo, a esta náusea vizinha do desespero?! Com o azedume estéril, o alheamento, e com a rendição, em muitos casos

segunda-feira, 11 de maio de 2015