sábado, 29 de agosto de 2015

FCT. Alguém se lembra ainda dos ilotas que estes marginais puseram na direcção disto?!

« Com as universidades fechadas e a comunidade académica de férias, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) divulgou, em pleno mês de agosto, os resultados do concurso para financiamento de projectos científicos. Fê-lo, assim, de mansinho, como quem não quer a coisa, para que as péssimas avaliações passassem despercebidas.
O Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), da Universidade do Minho, viu reprovados os 24 projectos que apresentou a concurso. De igual modo, o centro de comunicação da Universidade da Beira Interior (LabCom.IFP) também viu recusado o financiamento a todos os seus projectos. A FCT cumpriu, deste modo, a segunda fase do desmantelamento das ciências da comunicação em Portugal. Na primeira fase (dezembro de 2014), havia reduzido as ciências da comunicação a dois centros de investigação financiados, um como Excelente (CECS), outro como Bom (LabCom.IFP). Ao reprovar, agora, todos os projectos destes dois centros, a FCT faz a demonstração exuberante da sua política destrutiva.
Escrevi neste jornal, a 03.02.2014: “um vento ruim levantou-se na Cidade; enquanto durar, serão anos de calamidade.” Outro não foi, aliás, o diagnóstico de Ramada Curto, ao assinalar que o Inverno chegara à investigação das CSH “com a força de uma hecatombe” (02.01.2014). E também Sobrinho Simões (22.11.2013) viu o que está à vista de todos; a FCT fez, com a ciência, “uma espécie de destruição criativa: rebentou com tudo, esperando que, das cinzas, nasça algo de novo”.
(...)
Mas eu ainda não perdi a esperança de que acabem por lhe rebentar na cabeça as balas da roleta russa com que tem rebentado, a eito, as CSH em Portugal.»
[Lemos Martins, Univ. do Minho, PÚBLICO]