Sexta-feira, 25 de Maio de 2012

Huummm!!!

Quando ouvi dizer que a bestiaga do Relvas apresentou desculpas à direcção dum jornal por uma razão qualquer, logo me veio à cabeça um aforismo suspeito:

" Se um pobre come galinha, um dos dois anda doente! "

Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

O desempate

Depois da peripécia manhosa com os espiões, o Relvas e as jornalistas do PÚBLICO foram prestar declarações à ERC.
Elas lá repetiram que ele ameaçara com tribunais, com queixas à própria ERC, com o black-out noticioso do governo, com a chantagem de lhe expôr a privacidade (!), se a jornalista não calasse o bico. Não podiam fazer outra coisa.
Ele insistiu que é tudo mentira, deus m'amim livre e guarde! E não se vê que diferente atitude pudesse restar ao pobre.
De modo que chegaram empatados ao fim do tempo regulamentar.
O Carrilho (olha quem!) já veio lembrar que é palavra contra palavra. E o Carvalho (vindo donde vem),  sugeriu que tudo isto não passa de barganha, não é mais que um fait-divers.
Agora vamos para prolongamento. E o Carlos Magno, que manda na ERC, já reservou quinze dias para renovar as audições necessárias e deslindar a contenda.
Assim chegarão à fase dos penáltis. É quando o Magno vai encurtar a baliza do Relvas, porque os amigos são para as ocasiões.
Adenda: Como se pode ver nesta imagem, já andam vários artistas a fazer buracos nas redes.

Execução orçamental

A receita baixou três, a despesa subiu quatro.
Ninguém contou a esta canalha triste a história do aprendiz de feiticeiro?

Terça-feira, 22 de Maio de 2012

Pudera!


Com esta tropa fandanga do Relvas & Cia, ainda não perdi a esperança de encontrar um dia destes o fantasma do Thomaz a pedir asilo ao PREC.

Domingo, 20 de Maio de 2012

A diáspora deles

Palavras há que desvendam, por si só, um universo inteiro de pensamento. A diáspora é delas um bom exemplo.
Há muitos séculos que as elites dirigentes aprenderam a tratar os portugueses como gado de exportação. E em lugar de um alimento mais substantivo, toda a vida lhes encheram os ouvidos com retóricas e mitos. Agora tornou-se moda chamar-lhes narrativas, que são apenas modos de analisar a vida, explicar o mundo e expôr as visões dele. São ideologia pura, e tóxica as mais das vezes.
Na língua dos parasitas, a diáspora portuguesa escondeu durante séculos a crua realidade duma história desgraçada. Vaguear por esse mundo era a nossa vocação, a nossa índole intrépida, a nossa natureza destemida, o nosso impulso mais fundo, o nosso destino eleito. O mundo para nós não tinha limites, e o ponto mais alto da nossa pátria de heróis era o pico do Ramelau, na parte leste da ilha de Timor. Entretanto eram as remessas desses emigrantes que enchiam a barriga das elites parasitas e iam compensando os orçamentos da pátria sempre em falência.
Um dia o grito de Abril, e as ventanias que trouxe, e o pânico que instalou, cortaram o pio às elites, antes que novas viessem. Mas agora que, dia a dia, tudo está voltando ao que já foi, voltou também a palavra diáspora. Como se ela fosse um bem comum. Como se fosse a nossa natureza. Como se fosse um destino transcendente. Como se fosse um gesto vencedor.
E ela não é nada disso. A diáspora dos portugueses nasceu sempre da mesma fome. Teve sempre como força a nossa fragilidade. Encheu sempre a barriga a parasitas. Foi sempre, e agora voltou a ser, a nossa maior desgraça enquanto povo. Mesmo quando foi a única salvação de cada um de nós.

Sexta-feira, 18 de Maio de 2012

O Relvas

Andam para aí a dizer que o Relvas é, culturalmente, um dinossauro, civicamente um primata, democraticamente um troglodita, e eticamente um cigano. Sem desprimor dos visados, certamente.
Andam para aí a dizer que ele é um jogador da vermelhinha, capaz de chantagear jornalistas, ameaçando a sua intimidade em troca dum silêncio.
Andam para aí a dizer que isso é um escândalo.
Mas alguém se escandaliza com o Relvas, à excepção daquela tropa de gebos que há um ano atrás lhe ofereceu o poleiro?

Terça-feira, 15 de Maio de 2012

Amigos da Natureza numa pausa

Que faria se o não fossem!!!