Manhã duma serenidade inimitável. Tanta é que se duvida dela. Só uns don-quixotes rodam pachorrentos ao canto do horizonte.
O melhor é ir à caminhada e passar pelo concílio dos deuses. A ver o que anda p'raí.
domingo, 2 de agosto de 2015
Livre-arbítrio e factura
Grazinavam as andorinhas, há dias, ao canto do alpendre, estava a cair a noite. Analisavam a crise, e os caprichos do FMI, e as congestões da Europa com esta azia da Grécia. O pai argumentou mesmo que o comité central da China, após décadas de filho único e milhões de bebés-fêmea liquidados, já decretou a lei do filho duplo.
Hoje andam cascas de ovo pelo chão. Sinal de que se arriscaram à segunda criação, que o solstício vai alto.
Não saberão desses engarrafamentos de barcos-tumba no Mediterrâneo?! O livre-arbítrio é delas e a factura respectiva. E assim é que deve ser!
Hoje andam cascas de ovo pelo chão. Sinal de que se arriscaram à segunda criação, que o solstício vai alto.
Não saberão desses engarrafamentos de barcos-tumba no Mediterrâneo?! O livre-arbítrio é delas e a factura respectiva. E assim é que deve ser!
sábado, 1 de agosto de 2015
Duas questões nada retóricas
Primeira - Mas que putedo é este que anda aqui?!
Segunda - O que é que alguém espera ainda da borra maoísta de há uns anos?!
Segunda - O que é que alguém espera ainda da borra maoísta de há uns anos?!
Hackers caseiros
Apareceu-me à tarde, no telefone fixo. A falar um inglês de cafre, podia muito bem estar fechado numa tenda, no deserto do Colorado. Disse-me que vinha da parte da Microsoft.
Porque o meu computador estava em grande risco, assediado por uns hackers, se eu sabia o que isso era. Daquele tipo da formiga-legionária. E era justamente o que ele pretendia, ajudar-me a fugir a riscos sérios. Porque dentro duma hora a máquina ia crashar. Precisava só duns dados meus, para entrar nela e poder intervir.
Eu pouco ou nada entendo de computadores, nem quero perceber mais. E com razão ou sem ela confio-me no Kaspersky. Apurei-me na pronúncia e mandei-o ali foder. Ele anda agora a bater a outras portas!
Porque o meu computador estava em grande risco, assediado por uns hackers, se eu sabia o que isso era. Daquele tipo da formiga-legionária. E era justamente o que ele pretendia, ajudar-me a fugir a riscos sérios. Porque dentro duma hora a máquina ia crashar. Precisava só duns dados meus, para entrar nela e poder intervir.
Eu pouco ou nada entendo de computadores, nem quero perceber mais. E com razão ou sem ela confio-me no Kaspersky. Apurei-me na pronúncia e mandei-o ali foder. Ele anda agora a bater a outras portas!
Ruínas e escuridão
Há múltiplas variantes de ruína cívica e escuridão mental. A mais negra delas todas é aquela avalizada por comendas do poder.
Intervilas
O comboio era intercidades mas agora é intervilas. Há três dias que não passa de Mortágua, porque uma bisarma de rolos de papel descarrilou na linha. Cinco autocarros levam os passageiros até Coimbra B. Como quem transporta gado. Há velhos a ruminar, e casais meio sonâmbulos, e crianças que pedem gelados, afogadas em calor. As armadas da Índia eram assim, na ida e mais no regresso.
Depois há-de vir um Alfa a assobiar de Braga, que provavelmente vai parar em Faro antes da meia-noite. É o que me interessa saber.
Andou muito bem, há dias, um vilão desqualificado, ao lembrar que os portugueses não comem autoestradas nem dívidas, nem comboios de alta velocidade. Tem ele muita razão, são intragáveis em qualquer dieta!
Depois há-de vir um Alfa a assobiar de Braga, que provavelmente vai parar em Faro antes da meia-noite. É o que me interessa saber.
Andou muito bem, há dias, um vilão desqualificado, ao lembrar que os portugueses não comem autoestradas nem dívidas, nem comboios de alta velocidade. Tem ele muita razão, são intragáveis em qualquer dieta!
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