sábado, 2 de agosto de 2014
Respeitável público, o bicho táqui, dentro da mala!
É o 'partido invisível', que eu vou domesticar! Não fujam, que ele não morde!
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Situação segunda
O Roque e a amiga
Estão ambos ali ao cimo
da avenida, há um ror de tempo, a quezilar. Nos dias de calor sonham com o
lençol do rio, que passa lá ao fundo. Sempre traz uma frescura e lembra-lhes o
mar, e o mundo para além dele. Fora disso contentam-se com a baixa pombalina,
que lhes dormita aos pés.
Um tem formação romântica
e um espírito clássico. Recolhido nas abas do capote, hierático e definitivo,
parece um rei de pedra, dos antigos. Bem pode o mundo quebrá-lo mas não o
torcerá, porque a razão não deixa.
O outro tem formação
clássica e um espírito romântico, e uma alma que não se lhe confina às arcadas
do peito. Traça no ombro a capa esvoaçante e avança para o mundo de cabeça
erguida, de barbicha à dandy,
gaforina ao vento. O génio todo está no sentimento.
Sempre que ali passo
bato-lhes à aldraba e empurro a cancela. Para saber quando resolvem a contenda.
Aprender as lições
Ao vazio de realidades que o afoga, responde o InSeguro com vozearia e mitos: do Costa é o PS dos interesses e favores, aos banqueiros, aos patos-bravos, aos poderosos.
A cabra-mocha da Gomes sustenta o mesmo na televisão, garantindo a virgindade do apoderado. O caceteiro do Melo passa logo a certidão. O badocha do Amorim já está a assinar por baixo. O Filipe deixa passar, por estratégias. O Semedo deixa andar, por razões tácticas. E o povo, que eles todos vêem como um espantalho, lá vai interiorizando. Pela fatal dificuldade em aprender as lições.
A cabra-mocha da Gomes sustenta o mesmo na televisão, garantindo a virgindade do apoderado. O caceteiro do Melo passa logo a certidão. O badocha do Amorim já está a assinar por baixo. O Filipe deixa passar, por estratégias. O Semedo deixa andar, por razões tácticas. E o povo, que eles todos vêem como um espantalho, lá vai interiorizando. Pela fatal dificuldade em aprender as lições.
Bens raros
«(...) A concentração e a atenção
tornaram-se bens
raros, de tal modo que se pode
dizer que o princípio
da raridade se deslocou
radicalmente do pólo da
produção para o pólo da recepção.
Daí que se tenha
tornado tão importante,
actualmente, uma
“economia da atenção”. É ela que
domina o
mercado. E porque é um recurso
raro, assistimos a
uma corrida pela sua posse, por
parte desta nova
economia. Sabemos muito bem como
o jornal, que
foi em tempos “a oração matinal
do homem
moderno”, tem dificuldade em sobreviver
nesta nova
economia, com outras solicitações
“atencionais”. E a
indústria do livro só sobrevive à
custa do papel
impresso, que não solicita , em grau elevado, a
energia mental da
atenção.(...)»
[António Guerreiro, Ypsilon 01Agosto]
Comissário
Estamos habituados a ser dirigidos pelo sarro pestilento destas pseudo-elites. E este Moedas vai para Bruxelas, conforme poderia ir o porteiro das traseiras de São Bento. Daí não virá luz aos povos da Europa, que já foi. E o máximo que os portugueses podem esperar desta escolha do Passos, é que o avião que o leva não passe pelas rotas da Crimeia, onde aparecem uns mísseis. Por uma pura questão de compaixão.
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