quinta-feira, 30 de julho de 2009

Eleições - 2

À minha amiga AnaLee!

O engenheiro Sócrates é muito parecido com os portugueses todos que vivem em Portugal. São pimpões, oportunistas, vivem mais para fazer ver. Engenheiro ou doutor tanto lhes faz, e só se não puder ser. É esse o pormenor que o salva.
Comparado com a direita portuguesa, Sócrates é um caramelo. Amargoso muitas vezes, mas caramelo ainda assim. Porque a direita que nos governou séculos, e fez de nós o que somos, é hoje igual ao que foi. Ainda traz as cuecas sujas que usou nas guerras de Alcácer. Fede a cortinados velhos e a preguiça. Tresanda a pratas roubadas, e ao sangue seco dos pretos que usava como troféus, à entrada do salão. Cheira ao mênstruo das noivas dos direitos de pernada.
Uma direita assim não leva a nada. E esta esquerda que temos, assim suspensa no tempo, à espera que a história lhe dê passagem um dia, também nos não conduz a sítio nenhum. Bem se dirá que podemos ficar à espera sentados.
Nesta democracia dos senhores, o povo nunca teve outra opção que não fosse escolher o mal menor, atendendo à circunstância concreta.