segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Adicção

[de JJ]

domingo, 4 de setembro de 2016

O Balalaica

O sarcasmo popular na criação de alcunhas é proverbial. Mas esta não proveio dessa fonte, é espúria e foi adoptada. 
Em tempos que já lá vão, o irmão mais novo do conde, que passava pelo solar da gesta gloriosa, reparou um dia no rabo duma criada. Depressa a estendeu na cama, depressa lhe fez um filho. 
E o conde ficou perplexo. Acabou por chamar-lhe o Balalaica e deu-lhe uma benesse: tinha trabalho diário no jardim, tratava das alamedas sombrias... E era nisso que escapava à penúria, quando os outros camponeses passavam fome de rabo!
A alcunha vinha da estepe russa, dos gelos distantes dos Urais, e só o conde teria acesso a ela. Hoje, aqui, do Balalaica, não sobrevive a lembrança.

Ainda há gauleses com sorte, e este Félix é um deles!

[Massas com molho de tomate - Massas gratinadas - lasanhas]
Podia ter apanhado com uma bala nos cornos aqui há uns tempos, como aconteceu a outros Charlies. Mas livrou-se disso e ficou por cá, a verter umas lágrimas de crocodilo. 
Agora armou-se ao engraçado e lembrou-se de reinar com os italianos. Talvez se foda!

sábado, 3 de setembro de 2016

God bless quê?!

[clicar]
A seu tempo voltaremos com detalhe a este texto indispensável de Oliver Stone [A História Não Contada dos Estados Unidos]. Porém esta intromissão precoce impõe-se, tendo em vista a sua actualidade e pertinência.
Sucessor de Roosevelt e antecessor de Eisenhower, Harry Truman foi um presidente menos que medíocre. E ter na Casa Branca um presidente à altura é vital para o mundo inteiro. Esta questão arde hoje como fogo, diante da perspectiva de eleição de Trump.  

Vejamos a saga trágica de Douglas MacArthur (na foto), no final da guerra da Coreia.
"MacArthur e Truman ameaçaram, em conferência de imprensa em Novembro de 1950, usar a bomba [contra a China]. E MacArthur submeteu uma lista de 26 alvos e solicitou oito bombas atómicas adicionais, para lançar sobre forças invasoras e «concentrações fulcrais de força aérea inimiga».
O gen. Curtis LeMay apresentou-se como voluntário para liderar os ataques e, sem conhecimento do público, pilotos norte-americanos e soviéticos atacavam-se em combates aéreos directos - o único combate prolongado entre os dois lados durante a Guerra Fria. (...) MacArthur começou a emitir comunicados de Tóquio, culpando terceiros pelo desastre militar e fazendo pressão para uma guerra declarada com a China. Sabendo que Truman procurava um cessar-fogo, MacArthur emitiu o seu próprio ultimato à China. Os chefes de Estado Maior conjunto recomendaram unanimemente que este fosse afastado do comando. Truman anunciou o despedimento de MacArthur.
O drama de Truman a despedir MacArthur por insubordinação e o choque de ver o falhanço da força militar todo-poderosa norte-americana, que não conseguia derrotar camponeses chineses mal equipados, reduziu as taxas de popularidade de Truman a um nível recorde de 22 por cento. (...)»

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Ainda por cima!

O cabrão do espanhol (correspondente do El País em Lisboa) escreve bem, muito bem!
Se algum dos proletários da imprensa da nossa terra aprendesse alguma coisa... já não era mau!

O piano

Do tempo em que se fazia cinema na Europa, quer dizer, do tempo em que os animais falavam, sobraram obras-primas. Uma delas é O Piano, de Jane Campion.
Uma coisa que ainda hoje fascina. Pelo mistério, pelo indizível, pela violência, pela arte. E pela força redentora da vida e do amor.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Ufff!

Fui ao Porto, de que já tinha saudades. Porque na vida só burros é que não mudam. E até o Porto encontrei muito mudado!
Fui parar a um labirinto de escadarias duma estação de metro, dentro dum elevador que só descia. Isto quando o que eu mais queria era subir para a rua, apanhar sol e ver-me livre daquilo.
O elevador estava a abarrotar de gentinha bloqueada. Mas ninguém lá dentro entendia português. 
Larguei duas a meu modo e pus-me a subir a escadaria. Até que encontrei a rua, um piso abaixo donde já tinha partido.