terça-feira, 3 de março de 2015

Lagarto lagarto!

A passarada bravia não há quem a cale, que a invernia já lá vai. Até eu, que sou um timorato, vou largar a boina basca e meter plantas à terra!

Mutatis mutandis

E pronto.

Por baixo das aspas

O título desta notícia manipula os factos, calunia e induz em erro.
Denuncia as acções dum governo de cretinos e básicos e revanchistas.
E lembra que alguém anda a brincar com fogos bem reais.

Passarões

Por formação ou por ingenuidade (quando não por ambas juntas), somadas àquele instinto natural de sobrevivência (quem me valerá se não houver justiça!), o cidadão comum tende a ficcionar, na silhueta do juiz genérico, a gravidade austera, a clarividência, a equidistância, a imparcialidade, o apego à lei e o saber, que se abrigam na majestade das togas. O ritual cultiva essa ficção, já que a figura é sempre a do meretíssimo, e as sentenças que produz invariavelmente doutas.
Será o caso da maioria deles, isso não se põe aqui em dúvida. Mas num mundo cada dia mais relativista e lasso, mostra a experiência que a vida anda cheia de passarões
No tempo da outra senhora não havia tribunais plenários, esses excelsos lugares de pura iniquidade?! Não eram eles presididos por meretíssimos, abrigados na majestade da toga?! Não produziam eles doutíssimas sentenças?! 
É que o poder de um super-qualquer coisa, ainda por cima não referendado, invarivelmente corrompre ou ensandece. Ao cidadão convém ter isso em conta.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Diz quem sabe

E é isto.

Apesar da neblina

As cotovias arriscaram-se lá fora, puseram-se a galrejar. Eu pego-lhes na palavra e vou para a horta, a preparar a terra. Os bolbos, as roseiras, as plantas do viveiro começam a ficar impacientes.

domingo, 1 de março de 2015

Más línguas

Emboscada em troncos velhos, em copas altas, esta espera pela noite e já se faz ouvir na escuridão. Dizem que traz maus augúrios mas não é verdade. É antes um bom sinal.
Muita língua suja anda por aí!