sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Um vígaro apoiado num paraplégico

Ou será antes ao contrário?!

Os mantras dos mixordeiros, para esvaziarem o efeito Costa - 8

Manchete do arquitecto Saraiva, num jornal que só anda por aí à custa duns petro-dólares dos donos, que moram longe:

«Costa deita fora Seguro e recupera Sócrates.»

Aqui para nós, não é que o rapaz ficasse a perder com a troca. Mas o que dói ao romancista Saraiva, e à Newshold que lhe paga o estipêndio, é esta coisa do Costa ser algo mais que uma brincadeira Leggo. 

Ainda a propósito!

PAC

Antes de haver as rotas que hoje existem, atravessava-se o Ribatejo, o Alto Alentejo e a Idanha pelas estradas nacionais. Via-se através delas um país que agora deixou de estar à vista.
Ainda me lembro das plantações de tabaco do Sorraia e do Ródão, do tomate e dos pêssegos de Montargil, e sobretudo da beterraba sacarina dos campos de Coruche. Produzia-se açúcar de cubinhos numa açucareira dessas, num cruzamento de estradas, igualzinho ao que se gasta para lá da fronteira e por essa Europa fora. Os campos conheciam o seu destino, os agricultores tinham trabalho e rendimento, a produção nacional tinha um papel.
Em 2006 as imposições da PAC e as cotas de sacarina encerraram a fábrica. Para protecção, claro está, da poderosa agro-indústria europeia, mormente a francesa. E a fábrica de Coruche só achou sobrevivência retrocedendo à refinação de ramas de cana de açúcar, produzidas por escravos muito antigos e importadas dum Caribe qualquer.
Serve este pormenor como exemplo da qualidade e ousadia das políticas agrícolas nacionais. Há muitos anos atrás, depois de constituída, o primeiro gesto da CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal) foi inventar as mocas de Rio Maior, dum tal Casqueiro. E o segundo foi construir uma sede de raiz, que ainda hoje lá está, por um milhão de contos dos de então. Pagos com apoios da PAC, ao que suponho!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A dor de corno dos herdeiros da União Nacional, que aí andam a esfacelar Portugal

Pois pudera!!!

A frase

"Cuidado com aqueles que estão sempre a ler livros." 
(Charles Bukowski (1920-1994), poeta e romancista norte-americano).
[no PÚBLICO de hoje]

Esta a única frase do autor que justifica o trabalho da impressão.

Porqué no te callas?!

Francisco Assis é um homem inteligente. Mas tem lá uma costela de estúpido e de imbecil, a que hoje deu voz numa página do PÚBLICO. 
Isso a propósito duma nota do PCP sobre a RDA e o muro de Berlim, cuja queda, há 25 anos, foi recentemente celebrada e badalada.
O texto de Assis pode ser visto no PÚBLICO, por quem estiver curioso. O que se não pode ver em lado nenhum é para que serve aquela página inteira, de semi-verdades, de inverdades e de tiradas retóricas sobre a história e os falhanços do socialismo real, e coisa e tal . A não ser para atiçar um formigueiro ideológico enraivecido, que há cem anos já vive em polvorosa fatal.

Morre o marquês vermelho

Sem se dar conta, Portugal perde.